
Álcool, tabaco, jogo, sexo ou drogas. Estas são as dependências mais conhecidas e censuradas pela sociedade. Mas há outros vícios frequentemente aceites que podem ser igualmente nocivos, como a dependência ao telemóvel, ao computador, à Internet ou mesmo ao trabalho. Fruto das novas tecnologias, estas manias não são tóxicas, mas reduzem a nossa liberdade e alteram o nosso comportamento social.As novas tecnologias não apenas tornam a vida mais fácil, mas também produzem mudanças nos hábitos. O uso compulsivo pode provocar patologias relativamente novas, como o vício na Internet ou telemóvel, surgido há pouco mais de dez anos, embora nos países como EUA tenha uma trajectória mais longa.
Um facto importante é que o consumo excessivo destas tecnologias emoldura-se dentro dos padrões da sociedade moderna, por isso o indivíduo não costuma ser consciente do seu problema. Assim, as pessoas afectadas, embora percam o seu poder de auto-controlo, não costumam pedir ajuda.
O caso mais extremo das consequências que pode ter a dependência nas novas tecnologias aconteceu há poucos dias quando um jovem de 28 anos morreu de um ataque cardíaco, após passar cinquenta horas seguidas a jogar computador num “cibercafé”. Segundo a Polícia da cidade sul-coreana de Daegu, o rapaz passou as últimas horas “enganchado” num jogo de estratégia com o qual estava obsessivo. Apenas parava para ir ao banheiro, até que finalmente o esgotamento acabou com o seu coração.
Por sorte, estes fatos não ocorrem todos as dias. Mas é certo que as pessoas inseguras, imaturas, incapazes de resolver problemas, instáveis emocionalmente ou com tendência a procurar o prazer de forma imediata são as mais inclinadas a cair na dependência no uso de Internet ou telemóvel.
Estes meios são o ingrediente perfeito para se evadir da realidade stressante e compensar, de maneira fictícia, as nossas carências. Assim, o que começa como uma solução, transforma-se numa conduta obsessiva, que origina o abandono das obrigações familiares, profissionais e culturais. No entanto, hoje o problema é que esta patologia é cada vez mais frequente nos jovens.
Como explica o doutor Otín Grasa, um dos profissionais responsáveis pelo site “adictosainternet.com”, “no princípio, os utilizadores da rede eram empresários e profissionais, aumentando paulatinamente para a população em geral, sendo os mais jovens os que têm maior risco de vício, especialmente os adolescentes. As redes de telecomunicações, em constante desenvolvimento, facilitam agora o acesso a chats de Internet e são esses adolescentes os que cada vez mais dispõem de telemóveis”.
Por María Guillén (EFE)
Nós, mundiTECH, após a leitura deste texto, marcamos uma consulta num psicólogo para nos tratarmos. Mas depois disso, este blog poderá ter os dias contados.
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obrigado pela dica.eu nao o sou mas é para um trabalho vai me servir muito.obrigado